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Da Redação
Prof. Taciano
Medrado
Considerando o período entre janeiro e julho, o total da área
desmatada foi de 3.348 km². Isso representa uma variação de -0,41% em relação
aos mesmos meses de 2018.
O desmatamento da
Amazônia aumentou 15% no acumulado de agosto de 2018 a julho de 2019 em
comparação com total registrado nos 12 meses anteriores. Os dados são do
Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente
da Amazônia (Imazon), que não é ligado ao governo. A área desmatada nos últimos
12 meses chegou a 5.054 km².
O sistema do Imazon
utiliza na medição o período entre agosto e julho da mesma forma que o PRODES,
sistema oficial usado pelo governo federal para monitorar o desmatamento da
Amazônia.
De acordo com
especialistas, o intervalo começa em agosto de um ano e termina no ano seguinte
para que se possa abranger melhor as épocas de chuva e seca na região, que
podem influenciar na ação de queimadas ou extração de árvores.
Levando em conta
apenas o período entre janeiro e julho de 2019, o total da área desmatada,
segundo o SAD, foi de 3.348 km². Isso representa uma variação de -0,41% em
relação aos mesmos meses de 2018.
Julho teve maior aumento
Se considerado
somente o último mês de julho, o desmatamento da Amazônia Legal foi 66% maior
do que em julho de 2018, chegando a 1.287 km², segundo o Imazon. Ou seja, 25%
do desmate registrado no período foi no mês passado.
A área da Amazônia
Legal abrange nove estados: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e
parte dos estados de Mato Grosso, Tocantins e Maranhão.
Enquanto
o termo "desmatamento" se refere à retirada completa da vegetação (o
chamado "corte raso"), a palavra "degradação" diz respeito
a uma diminuição da cobertura vegetal, ou um "raleamento" das
florestas.
A degradação costuma ser
causada pela extração de madeira ou por queimadas. Segundo o Imazon, as
florestas degradadas em julho de 2019 cobriram 135 km², o que representa
redução de 62% ante julho de 2018, quando somaram 356 km².



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