foto: O Globo
O
presidente Jair
Bolsonaro declarou que a região amazônica é a "mais
rica do planeta Terra" e que pode ser a "alma econômica" do
Brasil. A fala ocorreu durante uma homenagem que recebeu em um colégio militar
em Manaus (AM), nesta quinta-feira.
— Ao casar desenvolvimento com preservação
ambiental, nós seremos a alma econômica do Brasil. Aqui tem tudo para alavancar
o País ao local de destaque que ele merece — disse o presidente, para quem a Amazônia possui todos os recursos para elevar a economia brasileira: —
Temos biodiversidade, riquezas minerais, água potável, grandes espaços vazios e
áreas turísticas inimagináveis para alavancar nossa economia partindo daqui.
O presidente disse ainda que "pede a Deus,
além da humildade que possui, capacitação para conduzir o Brasil ao lado das
pessoas maravilhosas" que compõem seu governo.
Bolsonaro voltou a questionar os dados sobre desmatamento da Amazônia. Depois de criticar, na semana passada, os estudos
divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais ( Inpe ), que é
vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, e
questionar a atuação de seu diretor, Ricardo Magnus
Osório Galvão , ele disse
nesta quinta que dados sobre questões ambientais “por vezes mentem e são
exagerados”.
"Nós duvidamos que os dados sejam
verdadeiros. Essa decisão de checar os dados estão nas mãos dos ministros do
Meio Ambiente, Ricardo Salles, e da Ciência e Tecnologia, o astronauta
Marcos Pontes . Não temos
medo das verdades. Dados jogados pra cima para fazer onda e oba-oba não
procedem. Não podemos admitir isso " .
Afirmou ainda
a presença de integrantes de ONGs internacionais na estrutura governamental do
Estado. Para o presidente, a divulgação de dados que apontam o crescimento do
desmatamento da Amazônia pode prejudicar as relações internacionais do Brasil.
" Nós não podemos ter órgãos do governo, como ainda temos, aparelhados com
pessoas que ainda têm fidelidade a ONGs internacionais. Então esses dados
servem para alguém lá na ponta da linha ficar feliz e nos prejudicar nas
relações que temos com o mundo. Estamos avançando no Mercosul, com os Estados
Unidos, Coreia do Sul e Japão " . finalizou.
Também presente na agenda por Manaus, o ministro da Economia, Paulo
Guedes, foi um dos primeiros a sair do local, depois de acenar com símbolo de
"paz e amor" e evitar a imprensa
FONTE: O GLOBO


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