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ARTIGO
Por: Ana Paula Henkel
A política brasileira tem
muito a aprender com o esporte. Com o espírito olímpico, mais especialmente.
Vem cá, dois dedin de prosa
concêis’, diria meu pai agora, com uma infinita sabedoria mineira, ao ver tanta
divisão, boicote, acusações e julgamentos apressados num momento em que o país,
mais do que nunca, precisa de trégua e união, e não amizade, em torno de
algumas prioridades inescapáveis como a Reforma da Previdência, o Pacote
Anticrime, a Reforma Tributária, a MP da Liberdade Econômica e a retomada do
crescimento e do emprego.
Na política não há santos, salvadores,
ungidos ou semideuses, apenas homens e mulheres imperfeitos e falhos como todos
nós, que devem ser pressionados a buscarem juntos, com diálogo, sabedoria e espírito
público soluções para os profundos, graves e urgentes problemas do
país.
O período de campanha e eleições acabou, e em vez de boicotes e garfadas, é preciso que
seguremos a tocha olímpica acima das diferenças ou todos, sem exceção,
perderemos.
Nos EUA, uma república sólida e fundada em pilares democráticos muito bem estruturados há quase 250 anos,
ainda existe “muita gordura para se queimar “com histerias de qualquer
lado do espectro político e até aquelas vindas da
imprensa.
Nós não temos esse luxo no Brasil. A hora é agora.
Ana Paula Henkel ´
É uma arquiteta, blogueira e ex-jogadora de voleibol brasileira. Nas quadras, atuava como atacante. Seu maior feito foi a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de 1996


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