Senadora
mantém nome na disputa e busca atrair apoio de partidos do Centrão que resistem
a Rogério Marinho, mas também não querem a recondução de Alcolumbre
Senadora
Tereza Cristina e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Plenário do Senado
Federal durante sessão deliberativa ordinária. Ordem do dia. Continuação da
sessão iniciada em 01/09/2026 • Ton Molina/Agência Senado
A tentativa da oposição de unificar uma candidatura contra a
recondução de Davi Alcolumbre (União-AP) à presidência do Senado falhou e, por
ora, a oposição deverá ter dois nomes na disputa: o líder da oposição na Casa,
senador Rogério Marinho (PL-RN) e a senadora Tereza Cristina (PP-MS).
Marinho e Tereza se reuniram na semana passada na tentativa
de que, como mostrou a CNN, um dos dois desistisse, mas não houve acordo.
O senador
lançará o nome dele oficialmente na quarta-feira (4), enquanto Tereza pretende
manter seu nome posicionado em uma candidatura articulada nos bastidores. A
eleição ocorre no dia 1 de fevereiro.
Segundo
os aliados dela, a senadora aposta em ser uma espécie de “terceira via” entre o
candidato governista, Davi Alcolumbre, e o oposicionista Rogério Marinho.
Muito
embora também seja de oposição, a candidatura de Tereza é vista por parte dos
senadores como alguém que tem maior trânsito com todos os setores da Casa,
inclusive com governistas. Seus defensores calculam que, ao contrário de
Marinho, Tereza conseguiria ampliar sua candidatura e entrar nos partidos do
Centrão que têm resistência a Marinho, mas que também não desejam a recondução
de Alcolumbre.
A
aliados, ela tem dito que manterá seu nome pois não aceita nem o bloqueio da
agenda de impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) com
Alcolumbre, nem que essa seja a agenda prioritária do Senado a partir do ano
que vem, como defende Marinho.
Tereza é
a favor de discutir impeachment de ministros, mas também defende que seja
debatida uma ampla agenda de reformas econômicas no Congresso no próximo ano.
Nas
contas de seus aliados, nem Alcolumbre nem Marinho têm hoje os 41 votos necessários
e há na planilha de ambos senadores votando nos dois.
A
estratégia dela é manter a candidatura até o fim para ganhar musculatura e
adiante tentar convencer Marinho a ceder, retirar a candidatura e apoiá-la.
Fonte: CNN Brasil


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