NO “bRASIL” DO LULOPETISMO, A LETRA “b” É MINÚSCULA E DO TAMANHO DO GOVERNO PETISTA

 

Imagem gerada pela I.A


Por Taciano Medrado*


Olá caríssimos,


Há governos que entram para a história pela grandeza de suas realizações. Outros, pela capacidade de transformar a máquina pública em instrumento de sobrevivência política. E há aqueles que parecem confundir o tamanho da nação com a dimensão do próprio projeto de poder. É nessa última categoria que se insere o lulopetismo.


No Brasil governado por Lula e pelo PT, a impressão que se tem é que a pátria foi rebaixada à condição de propriedade ideológica, o Estado passou a ser tratado como extensão partidária e o interesse nacional frequentemente disputa espaço com a conveniência política de quem ocupa o poder.


O mais preocupante não é apenas a pretensão de apresentar um partido como intérprete exclusivo dos interesses populares, mas a tentativa de fazer parecer que criticar o governo é atacar o Brasil. Uma inversão de valores tão absurda quanto perigosa: como se a nação tivesse obrigação de se curvar ao governante, e não o governante o dever de servir à nação.


É por isso que a provocação do título ganha sentido: no "brasil" do lulopetismo, a letra "b" é minúscula porque, nessa lógica de poder, a grandeza da nação parece ter sido reduzida ao tamanho do projeto político petista.


Mas há uma verdade que nenhum discurso de palanque consegue apagar: o Brasil não é patrimônio de Lula, não pertence ao PT e não cabe na ideologia de nenhum partido. A nação é maior do que seus governantes, mais antiga do que suas legendas e sobreviverá a todos eles.


Existe uma diferença gigantesca entre governar um país e agir como se fosse seu proprietário. E é justamente nessa confusão que reside uma das maiores críticas que podem ser feitas ao lulopetismo: a insistência em tratar o Brasil como extensão de um projeto político-partidário, como se a República tivesse dono, a população tivesse obrigação de aplaudir e a oposição representasse uma ameaça à nação.


No Brasil de Lula e do PT, a palavra patriotismo parece ter sido sequestrada pelo discurso político. A bandeira nacional é frequentemente evocada nos palanques, mas o verdadeiro patriotismo não se mede por discursos inflamados, slogans de campanha ou fotografias com a faixa presidencial. Mede-se pela capacidade de governar, respeitar as instituições, administrar com responsabilidade e entregar resultados à população.


E é justamente aí que o discurso precisa ser confrontado com a realidade.


O Brasil não é uma propriedade particular do PT!


O lulopetismo parece cultivar uma perigosa concepção de poder: a de que vencer uma eleição significa conquistar autorização para transformar o Estado em instrumento de perpetuação de um projeto ideológico. Como se os votos recebidos nas urnas fossem uma procuração em branco para fazer o que bem entender, sem cobranças, sem questionamentos e sem oposição.


Não são!


O mandato presidencial é temporário. A República é permanente. O presidente passa, os partidos passam, mas o Brasil permanece.


O problema é que, quando a prioridade de um governo parece ser a preservação de sua narrativa política, a administração pública corre o risco de ficar em segundo plano. A propaganda passa a ocupar o espaço da gestão, os anúncios tentam substituir resultados e os discursos procuram encobrir problemas que continuam batendo à porta do cidadão.


Enquanto isso, o brasileiro precisa enfrentar o peso dos impostos, o custo de vida, o endividamento, a insegurança pública e a precariedade de serviços essenciais. Não se paga supermercado com narrativa ideológica, não se combate a criminalidade com discursos de ocasião e não se constrói prosperidade distribuindo promessas.


A conta da incompetência política, quando existe, nunca é paga pelos donos do poder. É o contribuinte quem recebe a fatura.


E não se trata de negar avanços que eventualmente ocorram, nem de desconhecer políticas públicas que possam produzir resultados positivos. Trata-se de exigir coerência, transparência e responsabilidade. Governo não é torcida organizada, e cidadão não é militante obrigado a defender qualquer decisão de quem está no Planalto.


Há também uma questão institucional que não pode ser ignorada. Democracia não é propriedade de esquerda, direita ou centro. Não pertence a Lula, ao PT, ao STF, ao Congresso ou a qualquer liderança política. Democracia pressupõe limites ao poder, independência institucional, liberdade de expressão e respeito a quem pensa diferente.


É inadmissível que a crítica ao governo seja tratada como agressão à democracia, que o adversário político seja permanentemente apresentado como inimigo e que a divergência seja recebida como afronta pessoal ao governante.


Quem não suporta ser questionado não compreendeu a essência do regime democrático.


O lulopetismo precisa entender que o Brasil não é um puxadinho do Palácio do Planalto!


O país não pode continuar refém de uma disputa ideológica interminável, na qual o passado é utilizado como escudo para justificar erros do presente e o futuro é prometido como se fosse uma dívida que sempre será paga amanhã.


O Brasil precisa de um governo que trabalhe, não de um governo que viva de administrar narrativas. Precisa de responsabilidade fiscal, segurança jurídica, combate à corrupção, eficiência administrativa e respeito ao dinheiro público. Precisa de políticas de Estado, não de projetos de poder.


E aqui cabe uma pergunta incômoda: até quando o brasileiro será convocado a aplaudir discursos enquanto espera soluções concretas para os problemas que afetam sua vida?


Não existe partido acima da nação. Não existe presidente acima da Constituição. Não existe ideologia acima do interesse público.


A provocação do título, portanto, não é gratuita: no Brasil do lulopetismo, a letra “b” parece ter encolhido porque o próprio projeto político que se apresenta como grandioso não pode ser confundido com a grandeza de uma nação.


O Brasil é muito maior do que Lula, muito maior do que o PT e infinitamente maior do que qualquer projeto de perpetuação no poder.


Que fique o recado: o Brasil não tem dono, não tem proprietário ideológico e não precisa de autorização partidária para ser amado, defendido ou criticado.


O Brasil é dos brasileiros! E não será a pretensão de grandeza de um partido que diminuirá o tamanho de uma nação.


Porque governar o Brasil é uma responsabilidade. Apropriar-se simbolicamente dele é uma arrogância política que precisa ser combatida com consciência, liberdade e democracia.


(*) Professor, analista político e redator chefe do TMNews do Vale – um veículo de comunicação independente que aproxima com credibilidade e sem meias verdades


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