LULOPETISMO E O DESRESPEITO Á MEMÓRIA DE UM ÍCONE DA MÚSICA BAIANA E DA MPB - A LEI DO RETORNO VIRÁ ! AGUARDE!

 


Foto;  geração de imagens da I.A


Por Taciano Medrado*

 

A morte de um artista deveria ser, antes de qualquer divergência ideológica, um momento de respeito à memória de quem partiu e de solidariedade aos familiares, amigos e admiradores. No entanto, as reações atribuídas a internautas nas redes sociais após a notícia da morte do cantor baiano Netinho, aos 60 anos, levantam uma questão preocupante: até que ponto as divergências políticas estão corroendo a capacidade de convivência e o respeito à dignidade humana?

 

Conhecido nacionalmente por sua trajetória na música baiana, Netinho também se tornou uma figura pública marcada por posicionamentos políticos conservadores e por sua participação na vida política. Suas opiniões, naturalmente, despertaram apoio e críticas. Em uma democracia, discordar é legítimo. O que não deveria ser aceitável é transformar a morte de alguém em pretexto para deboches, insultos ou comemorações.

 

A intolerância não tem ideologia exclusiva

 

Relatos de manifestações hostis atribuídas a perfis identificados com setores da esquerda e apoiadores do presidente Lula, após a notícia do falecimento do cantor, reacenderam o debate sobre a intolerância política nas redes sociais. Comentários depreciativos e o resgate de antigas declarações do artista, em meio ao luto, evidenciam como a polarização pode ultrapassar os limites do debate público.

 

É importante, contudo, não generalizar comportamentos individuais para todo um campo político. A responsabilidade por manifestações ofensivas pertence a quem as publica, independentemente de sua orientação ideológica. A crítica política é legítima; a desumanização do adversário, não.

 

O problema surge quando a identidade partidária se sobrepõe aos valores mais elementares de humanidade. Nesse ambiente, o adversário deixa de ser alguém com ideias diferentes e passa a ser tratado como inimigo cuja dor pode ser celebrada e cuja morte pode servir de instrumento para disputas políticas.

 

Quando a política sufoca a humanidade

 

É possível discordar radicalmente de um artista, rejeitar suas posições políticas e contestar suas declarações públicas. Nada disso exige que se comemore sua morte ou que se utilize um momento de luto para alimentar ressentimentos.

 

A liberdade de expressão não significa ausência de responsabilidade. Tampouco exige que todos demonstrem tristeza pela morte de uma pessoa pública. O silêncio é uma opção legítima, assim como a crítica fundamentada à sua trajetória. O que merece reflexão é a escolha deliberada de transformar o falecimento de alguém em espetáculo de hostilidade.

 

A política brasileira já enfrenta um ambiente de forte antagonismo, no qual adversários são frequentemente reduzidos a rótulos e intenções são atribuídas sem provas. Quando esse comportamento chega ao ponto de ignorar a dor de familiares e amigos, fica evidente a necessidade de recuperar parâmetros mínimos de civilidade.

 

A régua moral precisa ser a mesma para todos

 

A indignação contra o ódio não pode ser seletiva. Quem condena manifestações ofensivas contra uma pessoa de esquerda deve condená-las também quando a vítima é conservadora. Da mesma forma, quem exige respeito para seus próprios líderes precisa reconhecer que esse respeito não pode depender da filiação partidária de quem morreu.

 

Não se trata de exigir concordância, apagar controvérsias ou impedir avaliações críticas sobre a vida pública de Netinho. Trata-se de estabelecer uma distinção fundamental entre confrontar ideias e atacar a dignidade de uma pessoa em razão de suas convicções.

 

Se a democracia pressupõe pluralidade, ela também exige a capacidade de conviver com quem pensa diferente. Sem isso, o debate político deixa de ser uma disputa de argumentos e passa a ser uma guerra permanente de ressentimentos.

 

O verdadeiro teste de civilidade não está em respeitar apenas aqueles com quem concordamos, mas em preservar a humanidade mesmo diante de quem pensa de maneira oposta à nossa.

 

A morte de Netinho deveria servir de reflexão sobre os limites da intolerância e sobre a responsabilidade de cada cidadão na construção de um ambiente público menos hostil. Nenhuma divergência partidária deveria apagar a consciência de que, antes de sermos adversários políticos, somos seres humanos.


Para aqueles Lulopetistas doutrinados e odiosos, aguardem! a Lei do retorno virá!


(*) Professor, psicopedagogo, analista político e redator chefe do TMNews do Vale 

 

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