INTOLERÂNCIA POLÍTICA: Ex- prefeito de Juazeiro e candidato a deputado Federal derrotado chama apoiadores de Flávio Bolsonaro de “doentes"

 


Por Taciano Medrado*


Olá, caríssimos leitores!


A temperatura política sobe a cada dia, e o discurso de alguns militantes da esquerda parece acompanhar o crescimento da tensão eleitoral. Em meio à disputa presidencial e à proximidade do segundo turno, marcado para o próximo dia 25 de outubro, onde as pesquisas dão a vitória ao candidato da direita Flávio Bolsonaro(PL),  declarações ofensivas dirigidas a adversários por parte dos Lulopetistas desesperados com a iminente e inevitável derrota revelam o grau de intolerância que vem contaminando parte do debate público.


Desta vez, o protagonista foi um ex-vice-prefeito de Juazeiro, no norte da Bahia, e ex-candidato a deputado federal que não conseguiu se eleger. Durante uma manifestação promovida por militantes de esquerda e pessoas que se apresentavam como universitários, o político dirigiu ataques aos apoiadores do senador Flávio Bolsonaro, classificando-os como “doentes”.


Em sua fala, vociferou:


“Esses doentes que estão aí querendo acabar com o Brasil.”


A declaração merece reflexão. Afinal, em uma democracia, discordar politicamente é um direito; desqualificar milhões de cidadãos por suas escolhas eleitorais é uma atitude que empobrece o debate e alimenta a intolerância. Quem defende a democracia precisa compreender que o respeito à divergência deve valer para todos, independentemente do lado político. 


Da crítica ao PT à adesão ao lulopetismo


O episódio ganha um componente adicional quando se observa a trajetória política do ex-vice-prefeito. Segundo o relato apresentado, ele teria afirmado, em outros momentos, que jamais votaria ou apoiaria o Partido dos Trabalhadores (PT). Posteriormente, porém, aproximou-se do partido, chegando a ocupar uma secretaria de Agricultura, apesar de sua formação profissional ser em Direito.


Hoje, sua atuação pública está alinhada ao campo lulopetista, identificado pela estrela vermelha e pelo número 13.


Mudanças de posicionamento fazem parte da política e, por si só, não constituem irregularidade. O que cabe questionar é a coerência entre o discurso de ontem e as posições defendidas hoje. O eleitor tem o direito de cobrar explicações de seus representantes e de avaliar se suas escolhas são guiadas por convicções ou por conveniências políticas.


Afinal, quem está acabando com o Brasil?


Ao afirmar que os apoiadores de Flávio Bolsonaro querem acabar com o país, o ex-vice-prefeito apresenta uma acusação grave, mas não oferece, na declaração reproduzida, elementos concretos que a sustentem.


A pergunta que fica é: quais indicadores, dados e fatos justificam essa afirmação?


Economia, segurança pública, saúde e educação são áreas fundamentais para avaliar o desempenho de qualquer governo. É por meio de indicadores oficiais, estatísticas confiáveis e resultados verificáveis que os cidadãos podem formar uma opinião fundamentada sobre a administração pública. 


Não basta rotular adversários. É preciso apresentar argumentos, confrontar números e demonstrar, com fatos, por que determinada proposta política seria prejudicial ao país.


Da mesma forma, as críticas ao governo Lula devem ser sustentadas por dados e evidências, e não apenas por palavras de ordem. Mas  essas existem e depõem contra o governo Lula 3, é só pesquisar. A cobrança precisa valer para todos, inclusive para aqueles com quem compartilhamos afinidade ideológica.


O eleitor não é obrigado a pensar como o político


A classificação de adversários como “doentes” levanta uma questão importante: por que uma escolha eleitoral diferente deveria ser interpretada como sinal de desequilíbrio?


Apoiar Flávio Bolsonaro, Lula ou qualquer outro candidato não constitui, por si só, evidência de doença física ou mental. O voto é uma manifestação de preferência política, e cada cidadão deve ter liberdade para decidir de acordo com suas convicções, valores e expectativas.


É legítimo criticar propostas, questionar lideranças e apontar contradições. O que não contribui para a democracia é transformar divergências políticas em ataques pessoais ou tentar desqualificar o eleitor que pensa diferente.


Se a intenção é convencer, o caminho é o argumento. Se a intenção é mobilizar, o caminho é apresentar propostas. O insulto pode provocar aplausos entre os já convencidos, mas dificilmente substitui a discussão séria sobre os problemas nacionais.


25 de outubro: a palavra final será do eleitor


Para os apoiadores de Flávio Bolsonaro, o segundo turno representa a oportunidade de defender nas urnas o projeto político em que acreditam. Para os eleitores de Lula, trata-se igualmente de exercer o direito de manter o atual presidente no poder. Em uma democracia, ambos os campos têm legitimidade para disputar o voto popular.


A oposição ao governo petista aposta na possibilidade de uma mudança de rumo para o país. Seus críticos apontam questões econômicas, problemas na segurança pública e divergências sobre a condução das políticas nacionais. Já os defensores do governo apresentam suas próprias avaliações e justificativas.


O resultado, entretanto, não deve ser antecipado como fato consumado. Até que os votos sejam apurados, qualquer previsão de vitória ou derrota permanece no campo das expectativas políticas.


O respeito precisa prevalecer sobre o radicalismo


O Brasil não precisa de mais discursos inflamados que transformem adversários em inimigos. Precisa de representantes capazes de debater ideias, reconhecer erros e respeitar a liberdade de escolha dos cidadãos.


O ex-vice-prefeito tem o direito de defender suas convicções e criticar Flávio Bolsonaro. Da mesma forma, os apoiadores do senador têm o direito de contestar o lulopetismo e defender a alternância de poder.


O que não se pode aceitar como prática saudável é a tentativa de desqualificar o cidadão por sua preferência política.


No dia 25 de outubro, caberá ao eleitor decidir o futuro da Presidência da República. Até lá, que prevaleçam os argumentos, os fatos e o respeito à democracia — porque, no fim das contas, o voto é livre, a consciência não tem dono e nenhum político é proprietário da verdade.


E não adianta os Lulopetistas espernear,  o "The End"  do Lulopetismo  no comando do país já está marcado - 25 de outubro de 2026.


(*) Professor, engenheiro agrônomo, administrador, psicopedagogo, matemático, analista político , redator chefe do TMNews do Vale e bolsonarista roxo


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