Um dia, eles vão se arrepender — e talvez já seja tarde

Um dia aqueles que se intrigaram com amigos e familiares em defesa da esquerda comunista se arrependerão — e já será tarde. Acredite!



Por Taciano Medrado*

Aqueles que romperam com amigos, discutiram com familiares e transformaram companheiros de décadas em adversários por defender cegamente a esquerda, especialmente suas vertentes mais radicais, capitaneada pelos Lulopetistas, podem descobrir, mais adiante, que fizeram uma escolha da qual será difícil voltar atrás. Acredite!

A política brasileira conseguiu produzir algo assustador: pessoas passaram a odiar umas às outras por causa de políticos que sequer sabem seus nomes.

Amizades foram desfeitas. Famílias se dividiram. Casamentos foram abalados. Grupos de amigos deixaram de existir. Tudo por causa de uma disputa política que, no final das contas, beneficia principalmente aqueles que vivem dela.

Enquanto o cidadão comum briga, xinga e rompe relações, os políticos continuam conversando entre si, fazendo alianças e negociando seus interesses.

Essa é a grande contradição.

O eleitor é incentivado a enxergar o adversário como inimigo. Mas, nos bastidores de Brasília, antigos adversários políticos frequentemente sentam à mesma mesa quando seus interesses coincidem.

E quem paga a conta?

O cidadão.

Não há problema algum em ser de esquerda, de direita, de centro ou simplesmente não querer se enquadrar em nenhuma dessas etiquetas. O problema começa quando a ideologia ocupa o lugar do pensamento crítico.

Quando alguém passa a defender um político independentemente do que ele faça, deixou de ser eleitor e passou a ser militante.

Quando passa a justificar qualquer erro do próprio grupo e condenar qualquer acerto do adversário, deixou de analisar fatos e passou a obedecer a uma narrativa.

E quando rompe com o próprio irmão, com um amigo de infância ou com alguém que sempre esteve ao seu lado simplesmente porque essa pessoa vota diferente, talvez seja hora de parar e pensar:

Quem realmente está ganhando com isso?

A história não pertence a partidos. Pertence aos fatos.

Governos passam. Presidentes passam. Deputados passam. Senadores passam. Ministros passam.

Mas as consequências das escolhas políticas permanecem.

É por isso que o TMNews do Vale faz este alerta: não entregue sua consciência política a ninguém.

Questione. Investigue. Compare. Leia. Desconfie de discursos prontos — inclusive daqueles que confirmam exatamente aquilo que você gostaria de ouvir.

A esquerda não é dona da verdade.

A direita também não.

E nenhum político merece que você destrua sua família ou perca uma amizade por ele.

Porque pode chegar o dia em que você perceba que aquela briga não valeu a pena.

Que aquele rompimento foi inútil.

Que aquela pessoa que você afastou estava certa em alguns pontos.

E que o político que você defendia com unhas e dentes simplesmente seguiu a própria vida, enquanto você ficou com o prejuízo emocional.

E aí poderá ser tarde.

Muito tarde.

Por isso, antes de chamar um amigo de inimigo, antes de romper com um familiar e antes de colocar qualquer político acima das pessoas que realmente estiveram ao seu lado, faça uma pausa.

Respire.

Pense.

Político nenhum merece esse preço.

A democracia precisa de adversários políticos.

Não precisa de inimigos pessoais.

E talvez a maior vitória que um cidadão possa conquistar nas próximas eleições não seja eleger o candidato que considera perfeito.

Talvez seja simplesmente não permitir que a política destrua aquilo que a vida levou décadas para construir.

Acredite: um dia a urna será esquecida.

O mandato terminará.

O político seguirá seu caminho.

Mas a amizade perdida e a família dividida podem deixar uma cicatriz para sempre.

Pense nisso antes que seja tarde.

(*) Redator chefe do TMNews do Vale, psicopedagogo e analista político

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