Por: Taciano Medrado*
A presença de animais soltos em vias públicas, estradas e rodovias é uma realidade preocupante em diversas cidades do interior nordestino, incluindo Juazeiro, no norte da Bahia. Além de representar um grave risco à segurança de motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres, essa prática configura crime e demonstra negligência com a vida e o bem-estar dos próprios animais.
Recentemente, mais um episódio reforçou a urgência desse debate. Uma vaca, presa em um lamaçal de esgoto próximo ao Conjunto Penal de Juazeiro (BA), nas proximidades da BR-407, foi resgatada pelo 9° Batalhão de Bombeiros Militar (BBM), nessa terça - feira, 03 de fevereiro de 2026. O resgate ocorreu após o animal passar mais de 24 horas atolado, enfrentando sofrimento, exaustão e risco iminente de morte.
A ação dos bombeiros demonstra preparo técnico, sensibilidade e compromisso com a preservação da vida, valores que merecem reconhecimento público. Entretanto, o heroísmo das equipes de resgate não pode mascarar o verdadeiro problema: a irresponsabilidade de tutores que permitem que animais circulem livremente em áreas urbanas e rodovias movimentadas.
Animais soltos são responsáveis por inúmeros acidentes, muitos deles fatais, causando prejuízos materiais, sequelas permanentes e até perdas humanas irreparáveis. Além disso, os próprios animais tornam-se vítimas da negligência, sofrendo atropelamentos, fome, sede e exposição a doenças.
A legislação brasileira é clara ao responsabilizar os proprietários por danos causados por seus animais, podendo haver aplicação de multas e até responsabilização criminal em casos mais graves. Ainda assim, a fiscalização muitas vezes encontra dificuldades diante da falta de conscientização e do hábito cultural ainda presente em algumas regiões.
É fundamental que o poder público intensifique ações educativas, campanhas de conscientização e fiscalização efetiva. Porém, a principal mudança precisa partir da sociedade. Criar um animal exige responsabilidade, cuidado e respeito à vida. Não se trata apenas de posse, mas de compromisso.
O episódio ocorrido nas proximidades da BR-407 deve servir como alerta. Quantos acidentes ainda precisarão acontecer para que essa realidade seja transformada? Quantos animais ainda precisarão sofrer para que a negligência deixe de ser tratada como algo comum?
O TMNews do Vale reforça que segurança pública e proteção animal caminham juntas. Permitir animais soltos não é apenas irresponsabilidade, é colocar vidas em risco e ignorar princípios básicos de cidadania.
Respeitar a vida animal também é respeitar a vida humana. E isso não pode ser tratado como opção, mas como dever coletivo.
(*) Professor e redator chefe do TMNews do Vale
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