“O dedinho nervoso” e a indústria da desinformação


Por: Taciano Medrado*

Olá, caríssimos leitores,

Como comunicador e proprietário de um blog jornalístico, tenho recebido por dia dezenas de vídeos, posts e matérias. Porém, tenho como hábito fazer a verificação se de fato refletem a verdade, e posso afirmar, com tristeza, que 90% são Fake News.

É fato que as redes sociais (Facebook, Instagram, WhatsApp) vieram para ficar. Mas, junto com elas, a propagação de mentiras se tornou uma realidade preocupante. E, para piorar, com o surgimento da Inteligência Artificial (I.A.), a situação saiu do controle. Hoje, ao recebermos um vídeo, muitas vezes não sabemos se é real ou apenas mais uma criação virtual engenhosamente fabricada.

O “dedinho nervoso”

A maioria dos usuários de plataformas digitais, ao receber uma informação, não se preocupa em verificar sua veracidade. Afinal, o que importa é compartilhar o máximo possível,  e é nessa hora que entra em cena o famoso “dedinho nervoso”. Pouco importa se é verdadeiro ou falso, o que vale é quantos contatos irão receber o conteúdo. Assim, a multiplicação das mentiras ocorre em progressão geométrica, contaminando o debate público.

Vale salientar que divulgar informações falsas pela internet é crime e pode resultar em punição legal.

Vivemos tempos em que um simples toque na tela é capaz de deflagrar uma guerra de narrativas, destruir reputações e espalhar mentiras com a velocidade de um vírus. O fenômeno do “dedinho nervoso” se tornou combustível para a indústria da desinformação, movida por interesses políticos, econômicos e ideológicos.

Essa indústria opera com precisão cirúrgica: manipula emoções, explora medos e fabrica “verdades convenientes” para moldar opiniões. O cidadão comum, muitas vezes, se torna cúmplice involuntário desse jogo sujo — transformando seu dedo em uma arma sem mira, que dispara contra a própria sociedade.

A desinformação não é apenas um erro; é uma estratégia calculada. Quem lucra com ela sabe muito bem como provocar reações instantâneas,  raiva, indignação, euforia,  tudo para impedir a reflexão e estimular o engajamento cego.

Precisamos desacelerar o dedo e acelerar o pensamento. Antes de compartilhar, é preciso checar. Antes de reagir, é preciso refletir. A democracia e o convívio civilizado dependem disso.

Num mundo dominado pela pressa digital, quem pensa devagar é o verdadeiro revolucionário.


(*) Professor e redator chefe do TMNEWS do Vale

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