A
tuberculose, mesmo sendo a segunda maior causa de morte por único agente
infeccioso no mundo, atrás apenas da Covid-19, tem cura, desde que seja tratada
de forma correta e sem interrupções durante o processo. O tratamento para a
doença é disponibilizado pelo SUS e não deve ser interrompido pois a quebra no
processo pode desencadear formas graves da doença. A orientação é do Ministério
da Saúde.
Paulo
Victor Viana, pesquisador do Centro de Referência Professor Hélio Fraga da
ENSP/Fiocruz, expõe que o tratamento contra a tuberculose é normalmente feito
com quatro comprimidos antibióticos.
“Esse
tratamento, na sua grande maioria das vezes, tem uma duração de 6 meses. Ele é
praticamente 100% eficaz, mas a gente tem que ressaltar aqui que não pode haver
o abandono, o que pode ocasionar o desenvolvimento de fibras mais resistentes
da doença e com isso prolongar o tratamento, fazendo uso de medicamentos mais
tóxicos”, afirma.
Gerson
de Almeida, pneumologista, conta que, antigamente, muitas pessoas morriam de
tuberculose porque não existia tratamento. Por volta da década de 1950,
começaram a aparecer os primeiros medicamentos que tratam a tuberculose.
“Por
ser um microrganismo de crescimento lento, o tratamento requer uma duração mais
prolongada de cerca de seis meses ou mais a depender do tipo de
manifestação da doença, do órgão acometido e outros problemas de saúde que o
paciente possa ter", explica.
Durante
entrevista coletiva, Draurio Barreira, diretor do Departamento de HIV/Aids,
Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis, do
Ministério da Saúde, explicou que um dos motivos para o abandono do tratamento
é que pouco tempo após o início do processo, o paciente começa a se sentir bem
e acha que está curado, pois os sintomas desaparecem.
Segundo dados da edição especial do Boletim Epidemiológico da Tuberculose, houve importante diminuição da proporção de cura entre os casos novos de tuberculose nos últimos anos, que saíram de 73,8% em 2019 para 66,5% em 2021 e aumento do percentual de interrupção do tratamento das pessoas com a doença que saíram de 12,6% em 2019 para 14,0% em 2021.
Sintomas
Tosse
seca ou com secreção por mais de três semanas, podendo evoluir para tosse com
pus ou sangue;
Cansaço
excessivo e prostração;
Febre
baixa geralmente no período da tarde;
Suor
noturno;
Falta
de apetite;
Emagrecimento
acentuado;
Rouquidão.
Novo
teste
De
acordo com o Ministério da Saúde, a pasta irá disponibilizar aos estados um
novo teste para diagnóstico da tuberculose para pessoas vivendo com HIV/aids
com imunodepressão avançada. A tuberculose é a principal causa de morte nessa
população e o diagnóstico e tratamento oportuno são capazes de reduzir essas
taxas.
Por
se tratar de um teste rápido, é possível ser amplamente descentralizado e
realizado diretamente nos serviços de saúde, facilitando e otimizando o acesso
ao diagnóstico. A oferta do teste é feita após avaliação clínica e a
solicitação da realização por um profissional de saúde.
Fonte: Brasil 61
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