NORDESTE — ETERNO “CURRAL ELEITORAL DO PT”?


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Da redação

Por: Taciano Medrado*

Olá caríssimos leitores

Durante décadas, o Nordeste foi tratado, no debate político brasileiro, como um território eleitoral praticamente cativo do Partido dos Trabalhadores. A expressão “curral eleitoral do PT” ganhou espaço justamente para caracterizar a forte preferência regional por Lula e pelo partido em sucessivas eleições.

Mas essa expressão não se aplica á totalidade  dos nordestinos, mas a uma parcela dos mais de 43 milhões aptos a votarem nessas eleições de 2026.


A constatação

Nas eleições presidenciais de 2022, Lula venceu Jair Bolsonaro no segundo turno e terminou nacionalmente com 50,9% dos votos válidos, contra 49,1% de Bolsonaro, segundo a totalização oficial do Tribunal Superior Eleitoral.

É inegável, portanto, que o Nordeste constitui uma das principais bases eleitorais do Lulapetismo. Pesquisas realizadas em 2026 continuam registrando essa diferença regional. 

Mas há uma pergunta que precisa ser feita, e repetida quantas vezes forem necessárias:

Até quando milhões de nordestinos serão reduzidos a uma caricatura eleitoral?

O eleitor do Nordeste não é propriedade de partido algum.

Não existe título de eleitor que venha acompanhado de filiação automática ao PT, ao PL, ao PSB, ao União Brasil ou a qualquer outra legenda. O voto pertence ao cidadão. E é justamente aí que reside a força da democracia.

O problema começa quando uma preferência eleitoral legítima passa a ser interpretada como incapacidade de escolha.

O Nordeste apesar da décadas do PT no poder continua tendo  enormes desafios sociais e econômicos: pobreza, desigualdade, saneamento deficiente, dificuldades de acesso à saúde, educação, emprego, segurança hídrica e infraestrutura. Ao mesmo tempo, a região possui enorme potencial econômico, agrícola, energético, turístico e industrial.

As perguntas que fica são:

O que os governos do PT efetivamente entregou ao Nordeste? 

Se o Lulopetismo é tão bom assim para os nordestino por que esse velhos e antigos problemas citados no parágrafo anterior não foram resolvidos? 

Quanto foi investido em saneamento?

Quantas obras foram concluídas?

Quantos empregos foram gerados?

Qual foi o avanço da educação?

Como evoluíram os indicadores de saúde?

O que aconteceu com a segurança pública?

Quanto foi aplicado em infraestrutura, irrigação, convivência com a seca e desenvolvimento regional?

Essas são perguntas que não podem ser substituídas por slogans eleitorais.

O Nordeste precisa deixar de ser tratado de  “curral eleitoral” do Lulopetismo e como território eleitoral garantido pela esquerda.

O cidadão nordestino merece mais respeito.

Merece ser conquistado por propostas, não por promessas eleitoreiras que se repetem a cada quatro anos.

Merece políticas públicas eficientes, não apenas discursos vazios, desconexos e piadas por parte do seu atual mandário.

Merece um presidente que apresente soluções eficazes para melhora o pais e a vida do povo ao inves de subir em um palanque em meio a uma campanha eleitoral e "vociferar" um projeto de governo, no mínimo ridículo e desapropriado,   como o, se reeleito para poder manter o ex-presidente e seu desafeto Jair Bolsonaro e ainda ser aplaudido. 

O povo nordestino merece, acima de tudo, exercer seu voto livremente, sem ser tratado como massa de manobra por nenhum grupo político.

O Nordeste não pertence ao PT.
O Nordeste não pertence ao PL.
O Nordeste não pertence a nenhum partido.

O Nordeste pertence aos nordestinos.

E nas urnas, cada eleitor deve ser soberano para decidir o futuro que deseja para sua cidade, seu estado e seu país.

(*) Professor e redator-chefe do TMNews do Vale - A informação que aproxima sem meias verdades

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