BRASA PARA A PRÓPRIA SARDINHA: Aliados de Lula agora defendem Alckmin e criticam delação da Ecovias

foto divulgação

Aliados do PT e do ex-presidente Lula saíram em defesa do ex-governador paulista Geraldo Alckmin após seu nome aparecer em delação premiada de um executivo da Ecovias, empresa que possui concessão de rodovias em São Paulo. As informações são de Fabio Serapião e Tayguara Ribeiro/FolhaPress.

Como mostrou o jornal Folha de S.Paulo, Marcelino Rafart de Seras, ex-presidente da Ecovias, disse em acordo de colaboração que a empresa repassou R$ 3 milhões como caixa 2 para Alckmin. Os pagamentos, disse ele, foram efetuados em 2010 (R$ 1 milhão) e em 2014 (R$ 2 milhões), em valores da época.

Cotado para ser vice de Lula, Alckmin negou as acusações, disse não conhecer os termos da delação e afirmou lamentar que, "depois de tantos anos, mas em novo ano eleitoral, o noticiário seja ocupado por versões irresponsáveis e acusações injustas".

A apuração relativa ao caixa 2 também é investigada pela Delinst (Delegacia de Defesa Institucional), da Polícia Federal, que apura questões eleitorais.

O deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que integra o grupo que debate o programa de governo a ser apresentado por Lula, disse à reportagem que a citação na delação e a investigação da PF não atrapalham a possibilidade de Alckmin ser vice do petista.

Segundo ele, a palavra do delator não constitui prova, e o PT defende o princípio da presunção da inocência. "Estranhamos esse fato vir à tona às vésperas da eleição", diz Teixeira.

Coordenador do grupo Prerrogativas, que organizou o jantar entre Lula e Alckmin em dezembro de 2021, o advogado Marco Aurélio Carvalho defendeu Alckmin e disse que é chegada a hora de debater o instituto da delação premiada.

Segundo ele, não se pode permitir que delações sejam construídas para atender objetivos políticos.

"Não há surpresa alguma na tentativa de se atingir a honra do Alckmin, em especial agora quando o seu nome é cogitado para compor a chapa do Lula, franco favorito para as próximas eleições presidenciais. Velha receita, criminosa, oportunista e nem um pouco criativa", diz ele.

Em anos anteriores, petistas fizeram críticas a Alckmin em casos de suspeita de corrupção e questionavam o que consideravam seletividade na comparação entre investigações contra o PT e contra Geraldo Alckmin.

Em 2018, o então líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS), classificou de "escândalo" a decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) de enviar para a Justiça Eleitoral de São Paulo a investigação contra Alckmin.

O ex-governador foi citado em delação de ex-executivos da Odebrecht, no âmbito da Lava Jato. Ele foi acusado na época de receber mais de R$ 10 milhões em caixa dois.

"É inadmissível que, de maneira irregular, essas acusações tenham sido retiradas do âmbito da Lava Jato e tenham sido destinadas para investigação no âmbito da Justiça Eleitoral de São Paulo. É algo gritante do ponto de vista da seletividade."

"Ao longo dos últimos anos, inúmeras situações semelhantes a essa, envolvendo especialmente lideranças ligadas ao Partido dos Trabalhadores, não tiveram esse tratamento", disse Pimenta.

Em 2014, o então presidente estadual do PT, Emídio de Souza, falou sobre os ataques promovidos por dirigentes e congressistas do PSDB ao PT no escândalo da Petrobras.

"Os tucanos que hoje gritam contra o PT são os mesmos que emudeceram quando o PSDB foi apanhado no trensalão em São Paulo", disse, em referência à investigação do Ministério Público paulista sobre um cartel em licitações de trens nas gestões Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra.

Em maio do mesmo ano, a CPI dos Pedágios foi criada para apurar eventuais irregularidades nas tarifas cobradas pelas concessionárias nas rodovias paulistas e eventual responsabilidade do governo Alckmin no caso. O deputado estadual Antônio Mentor (PT) foi o proponente e também o vice-presidente da CPI.

Em abril de 2015, o site do PT publicou texto fazendo acusações de corrupção contra Alckmin.

O texto assinado como "Agência PT de Notícias" diz que, "dos R$ 40,3 milhões arrecadados com doações de campanha pelo então candidato tucano Geraldo Alckmin, ao Governo de São Paulo, em 2014, R$ 12,37 milhões tiveram origem nas 13 empresas denunciadas por fraudes e formação de cartel em contratos relativos à linha 5 do metrô paulistano, o chamado caso do 'trensalão tucano'".

Em 2017, os petistas de São Paulo apostaram nas delações da Odebrecht para pedir a instalação de uma CPI na Alesp para investigar obras da empreiteira no estado. Alckmin foi citado na delação.

Dois anos depois foi a vez da CPI da Dersa. O requerimento, apresentado pela então deputada estadual Beth Sahão (PT), previa a análise de eventuais irregularidades praticadas por agentes públicos que "deram causa a fraude nas licitações e contratos do governo do estado".

Esses agentes públicos, diz o requerimento, são suspeitos de desviarem "recursos públicos, utilizando-se de empresas de fachada para lavagem de recursos de empreiteiras nessas obras viárias, por meio da atuação do Sr. Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa, no período de 2007 a 2019".

Para ler mais acesse, www: professortacianomedrado.com

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