NOTÍCIAS INTERNACIONAIS: Jornalista é morto a tiros em Kandahar, no Afeganistão

O jornalista Nimat Rawan enquanto âncora da emissora ToloNews, janeiro de 2019 (Foto: Reprodução/ToloNews)

Da Redação
Por: Prof. Taciano Medrado

O ex-jornalista e âncora de notícias da ToloNews Nimat Rawan foi morto a tiros na último dia 06 de maio em Kandahar, cidade no sul do Afeganistão. Até agora nenhum grupo reivindicou o ataque, apesar de funcionários do governo atribuírem a morte ao Taleban. O grupo nega envolvimento, registrou a Reuters. As informações são do site de notícias internacionais A Referência.

Até ser morto, o jornalista trabalhava para o ministério das Finanças do Afeganistão, em Kandahar. Antes, ficou conhecido por liderar um dos telejornais mais famosos da ToloNews, a maior emissora televisiva do país.

Jornalistas, juízes, funcionários do governo e ativistas da sociedade civil se tornaram alvo de extremistas desde o final de 2020, quando as forças de Cabul e o Taleban entraram em uma disputa violenta em várias regiões afegãs – em especial no sul do país.

O medo dos jornalistas aumentou mesmo após a tentativa de acordo assinada pelos EUA e Taleban em fevereiro de 2020. Desde então, os números de assassinatos mais que dobraram: a alta foi de 169% em todo o Afeganistão. Os profissionais de mídia e os civis estão entre os principais alvos, apontou um relatório da Comissão Afegã de Direitos Humanos.

Os ataques e assassinatos já forçam profissionais da imprensa afegã – em especial as mulheres – a abandonar o ofício. A presença dessas profissionais nas redações caiu 18% no primeiro semestre de 2020, informou o Comitê dos Jornalistas Afegãos, em março.

Não há nenhuma mulher jornalista trabalhando em veículos de comunicação em nove das 34 províncias do país. De cerca de 1,7 mil profissionais em 2020, restam 1,3 mil – número que inclui também mulheres demitidas ou assassinadas.

Violência escala

O porta-voz talibã, Zabihullah Mujahid, negou que o grupo esteja por trás do assassinato de Rawan. No Twitter, o representante do grupo fundamentalista islâmico classificou as acusações como “propaganda unilateral” de “alguns meios de comunicação”.

“Se isso continuar, a responsabilidade pelos próximos passos recairá sobre os funcionários da mídia e sua própria equipe”, ameaçou, em registro do portal U.S. News. O presidente afegão Ashraf Ghani condenou o ataque.

extensão do prazo para a retirada das tropas dos EUA do Afeganistão até 11 de setembro acentuou a violência no país. Forças de segurança afegãs travam combates diários com o Taleban enquanto líderes buscam um consenso em acordo de paz. Em dois dias, o Taleban capturou um distrito na província de Baghlan, no norte.

 

Para ler mais acesse, www: professortacianomedrado.com

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