GOVERNO FEDERAL: Fiocruz entrega ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) primeiro lote de vacinas Covid-19

Da Redação
Por: Prof. Taciano Medrado

A Fiocruz promoveu, na manhã desta quarta-feira (17/3), uma cerimônia para marcar a entrega ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde (MS) do primeiro lote de vacinas Covid-19 produzidas na instituição. O evento, no campus de Manguinhos, no Rio de Janeiro, contou com a presença do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, do presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia e que tomará posse em breve como novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, da presidente da Fundação, Nísia Trindade Lima, e outras autoridades. A Fundação entregou 500 mil doses e, até sexta-feira (19/3), entregará outras 580 mil. Com informações da agencia Fiocruz.de Notícias 

Com o registro definitivo, concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 12 de março, a Fiocruz passou a ser a detentora do primeiro registro de uma vacina Covid-19 produzida no país. Em entrevista coletiva após a saída do primeiro caminhão com lotes da vacina, Queiroga disse que o distanciamento social e a melhora no atendimento hospitalar, aliados à vacinação em massa e o respeito aos protocolos, como o uso de máscaras, contribuirão decisivamente para o controle da pandemia e a diminuição do número de mortes e internações. Ele ressaltou que conta com a força da Fiocruz para vencer a pandemia. Pazuello afirmou que o país “sangrou” devido aos atrasos com a produção da vacina e que até julho o país terá imunizado metade de sua população vacinável e a outra metade até o fim do ano.

A presidente Nísia Trindade Lima disse que a entrega das primeiras doses fabricadas na Fiocruz “é um marco para o país começar a superar a grave crise sanitária, econômica, social e humanitária que vive”. Segundo a dirigente, “a vacina é um dos principais instrumentos para virarmos esta página. Em breve daremos outro passo importante, o da fabricação do insumo na Fiocruz e então poderemos ampliar o fluxo de entregas ao Ministério da Saúde. Tudo fruto de um trabalho coletivo, com a parceria internacional de Oxford, da Astra/Zeneca e do Instituto Serum. E que mostra, mais uma vez, a importância de o país contar com laboratórios públicos como a Fiocruz e o Butantan”.

Ela agradeceu o empenho dos trabalhadores da Fundação, em especial os do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), unidade que produz o imunizante. Nísia também destacou a dedicação dos vice-presidentes de Produção e Inovação em Saúde, Marco Aurélio Krieger, e de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Mario Moreira, ao esforço que permite à Fiocruz produzir a vacina.

O diretor de Bio-Manguinhos, Maurício Zuma, disse que até o fim do mês a Fiocruz deverá entregar cerca de 6 milhões de doses por semana, até atingir o total de 100,4 milhões previstas no contrato com a Astra/Zeneca, cujo cronograma seguirá até julho. “A partir da produção local do  [Ingrediente Farmacêutico Ativo] IFA, uma tecnologia altamente complexa, vamos ganhar em celeridade. É um orgulho participar desta história”.

A Fiocruz promoveu, na manhã desta quarta-feira (17/3), uma cerimônia para marcar a entrega ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde (MS) do primeiro lote de vacinas Covid-19 produzidas na instituição. O evento, no campus de Manguinhos, no Rio de Janeiro, contou com a presença do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, do presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia e que tomará posse em breve como novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, da presidente da Fundação, Nísia Trindade Lima, e outras autoridades. A Fundação entregou 500 mil doses e, até sexta-feira (19/3), entregará outras 580 mil.

Com o registro definitivo, concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 12 de março, a Fiocruz passou a ser a detentora do primeiro registro de uma vacina Covid-19 produzida no país. Em entrevista coletiva após a saída do primeiro caminhão com lotes da vacina, Queiroga disse que o distanciamento social e a melhora no atendimento hospitalar, aliados à vacinação em massa e o respeito aos protocolos, como o uso de máscaras, contribuirão decisivamente para o controle da pandemia e a diminuição do número de mortes e internações. Ele ressaltou que conta com a força da Fiocruz para vencer a pandemia. Pazuello afirmou que o país “sangrou” devido aos atrasos com a produção da vacina e que até julho o país terá imunizado metade de sua população vacinável e a outra metade até o fim do ano.

A presidente Nísia Trindade Lima disse que a entrega das primeiras doses fabricadas na Fiocruz “é um marco para o país começar a superar a grave crise sanitária, econômica, social e humanitária que vive”. Segundo a dirigente, “a vacina é um dos principais instrumentos para virarmos esta página. Em breve daremos outro passo importante, o da fabricação do insumo na Fiocruz e então poderemos ampliar o fluxo de entregas ao Ministério da Saúde. Tudo fruto de um trabalho coletivo, com a parceria internacional de Oxford, da Astra/Zeneca e do Instituto Serum. E que mostra, mais uma vez, a importância de o país contar com laboratórios públicos como a Fiocruz e o Butantan”.

Ela agradeceu o empenho dos trabalhadores da Fundação, em especial os do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), unidade que produz o imunizante. Nísia também destacou a dedicação dos vice-presidentes de Produção e Inovação em Saúde, Marco Aurélio Krieger, e de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Mario Moreira, ao esforço que permite à Fiocruz produzir a vacina.

O diretor de Bio-Manguinhos, Maurício Zuma, disse que até o fim do mês a Fiocruz deverá entregar cerca de 6 milhões de doses por semana, até atingir o total de 100,4 milhões previstas no contrato com a Astra/Zeneca, cujo cronograma seguirá até julho.

“A partir da produção local do  [Ingrediente Farmacêutico Ativo] IFA, uma tecnologia altamente complexa, vamos ganhar em celeridade. É um orgulho participar desta história”.

Marcelo Queiroga, acompanhando o ministro Pazuello, afirmou que o Brasil é conhecido por sua grande capacidade de vacinação e que a imunização conterá a pandemia, a partir da redução da circulação do vírus. “O Complexo Econômico e Industrial da Saúde vai nos garantir autonomia para a produção da vacina neste ano e nos próximos, pois o vírus veio para ficar. A Fiocruz é uma instituição de alto nível do Estado brasileiro, herdeira dos grandes feitos de Oswaldo Cruz e Carlos Chagas, que no passado combateram epidemias, e promotora da ciência e da vida. É o serviço público dando respostas à população e atendendo às demandas do [Sistema Único de Saúde] SUS”.

Queiroga adiantou que pretende unificar protocolos do tratamento hospitalar para pacientes de Covid-19. “É fundamental que a conduta assistencial no país como um todo seja homogênea. Precisamos ter protocolos uniformizados de assistência nas UTIs e transferir a expertise que se encontra nos grandes centros para as unidades de terapia intensiva que estão nas cidades mais distantes, nos estados menores. O paciente precisa de um atendimento mais rápido”, pontuou.

Pazuello lembrou que as negociações para a produção da vacina pela Fiocruz começaram em julho de 2020 e contaram com uma fundamental colaboração da Fiocruz. “A entrega que fazemos hoje ainda é pequena, mas muito simbólica. A partir de agora temos uma segunda instituição produzindo a vacina no Brasil. Infelizmente ocorreram atrasos que nos fizeram sangrar. Mas chegou a hora da virada. Temos 562 milhões de doses contratadas, de sete produtores diferentes, e nesta semana vamos disponibilizar 5,6 milhões”.

Ele citou ainda o investimento feito pelo governo federal no Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde (Cibs), em Santa Cruz, na zona Oeste do Rio de Janeiro, que vai permitir multiplicar por quatro a produção de vacinas pela Fiocruz e que receberá recursos da ordem de R$ 3,2 bilhões. O ministro disse que a Fiocruz está alinhada com as políticas públicas do governo federal e que entregará ao seu sucessor um Ministério da Saúde melhor estruturado. “Haverá uma continuidade na nova gestão. Vamos controlar a pandemia com a vacinação e a adoção dos novos hábitos. E permanecerei próximo à Fiocruz, uma instituição fantástica”.

O secretário de Vigilância em Saúde do MS, Arnaldo Medeiros, garantiu que a pasta está atenta a possíveis eventos adversos pós-vacinação. “Criamos o primeiro boletim dedicado a esses efeitos e temos mantido uma vigilância permanente, com total controle dos imunizantes que são distribuídos, com o apoio da Anvisa. A vacina produzida pela Fiocruz apresenta altíssima eficácia e segurança também em relação às variantes do coronavírus. A população pode ficar tranquila que tudo está sendo muito bem monitorado”.

Sobre essa questão, a presidente da Fiocruz afirmou que a instituição também é responsável por esse acompanhamento e que a autoridade de saúde da União Europeia esclareceu que não há razões para interromper a vacinação, já que os benefícios são grandes. “Estudos pós-vacinação apontam para uma redução drástica das internações por Covid-19”, disse Nísia.

Antes da entrevista coletiva foram projetados alguns vídeos. Um deles foi da deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania-SC), da Frente Parlamentar Mista Pelo Fortalecimento do SUS, que enviou mensagem enaltecendo a atuação da Fiocruz e parabenizando a instituição. Em outro vídeo, o superintendente do Crematório e Cemitério da Penitência, Alberto Brenner Jr., explicou o que é a Chama da Esperança, que em novembro foi acesa pelo cardeal-arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, como um símbolo para iluminar os cientistas que buscam uma vacina contra o novo coronavírus. Também foram apresentadas mensagens de líderes religiosos, como o Pai Márcio de Jagun (candomblé), os pastores Elias de Paula (Conselho de Igrejas Cristãs do Rio de Janeiro) e Silas Esteves (Igreja Betesda), a jornalista Luiza Lacerda (Instituto Expo Religião) e Paulo Maltz (Federação Israelita do Rio de Janeiro)

Dom Orani João Tempesta, presente à cerimônia, afirmou que “é uma alegria, mais uma vez, estar aqui para testemunhar este passo importante, um sonho, de produzir a vacina contra a Covid-19, na Fiocruz, em Bio-Manguinhos. A finalidade, quando acendemos a Chama da Esperança, foi a de nunca perder a esperança. A Fiocruz também deu um grande passo para a produção do IFA e, se Deus quiser, vamos inaugurar a unidade de Santa Cruz. Neste tempo de pandemia, já são mais de 280 mil falecidos e milhares de internados nos hospitais. Pedimos ao Senhor que acolha os que partiram e que voltem para casa os que estão internados. Peço a Deus que abençoe a direção e os funcionários da Fiocruz por seu entusiasmo e esperança”

Também participante do evento, mas à distância, diretamente de Brasília, o embaixador da China, Yang Wanming, felicitou a Fiocruz por esta primeira entrega, produzida com o IFA vindo do seu país, e sublinhou que a vacinação é uma esperança para salvar vidas. “A China enxerga a vacina como um bem público que exportamos para mais de 40 países. Somos o maior parceiro comercial do Brasil e também parceiros estratégicos no combate à pandemia”.

 

Para ler mais acesse, www: professortacianomedrado.com

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